Go-go dancing: o acaso que virou profissão

É comum confundir go-go dancer com o go-go boy/girl, pois a popularização dos clubes de striptease na década de 1980 ofuscou a origem da profissão de go go, sexualizando-a e fazendo com que socialmente fosse vista como algo promíscuo.

Tudo começou na década de 1960. Algumas fontes citam o Peppermint Lounge em New York como o lugar onde mulheres começaram a subir nas mesas para dançar o twist; mas no mesmo período em Los Angeles, o Whiskey A Go Go, um famoso clube de rock, é indicado como precursor dessa ação e também do nome go go dancer.

Philip Tanzini, fundador do Whisky A Go Go e go go dancers

Na década da mini-saia e das botas de salto e cano longo, não demorou muito para que isso se tornasse a identidade visual das go go dancers. Além das go go boots, fazia parte do figurino muita franja e conjuntos no estilo de biquíni. A origem no nome, que tem forte influência do bar californiano, vem da expressão francesa “à gogo” que quer dizer “em abundância”, uma variação de um francês mais antigo “la gogue” que significa alegria. Considerada uma das pioneiras, Carol Doda, stripper de São Francisco (EUA), em 1965 fez uma performance de topless para mostrar seus seios recém siliconados. Ainda nos anos 60, alguns homens performaram como gogo dancers, mas só no início do anos 80, com a acensão dos clubes gays, que os go go boys foram surgindo, apresentando-se de modo sensual. 

Para dar destaque às dançarinas, o Whisky a Go Go colocou gaiolas que ficavam suspensas sobre a pista, onde as gogos entravam para trabalhar. Hoje em dia, existem gogo dancers de todos os estilos de dança, gênero e etnias. Na maioria dos eventos e festas, como as raves, por exemplo, dá-se o nome de performer. Nos Estados Unidos, é popular também nos eventos de carros. Os estilos podem ser acelerado, erótico, com o intuito de animação de festa, etc.

Janeiro de 1965. (AP Photo)

Atualmente o clube não tem mais gogo dancers e beira ao fechamento, devido a noites sem muito movimento. Mas, sem dúvida alguma, deixou marcado para sempre a história da vida noturna.

 

1 Comment

  • Brener Pereira

    Adorei a matéria! Como é bom conhecer histórias, e quando se fala em dança se torna ainda mais agradável a leitura. O conteúdo dessa publicação está muito massa, parabéns!

    4 de abril de 2019 at 18:29 Reply
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