30 de abril: Dia Internacional do Jazz

Desde 2011, o dia 30 de abril é o Dia Internacional do Jazz, uma ideia que nasceu por iniciativa da UNESCO, em conjunto com o pianista Herbie Hancock.

O jazz surgiu em Nova Orleans, no começo do século XX, com raízes no blues, no ragtime e nas memórias da música tradicional africana. Ou, pelo menos, no que dela sobreviveu nos Estados Unidos, guardada nas formas de expressão das pessoas escravizadas que dançavam e tocavam no Congo Square.

Com ritmos livres e uma entrega genuína à improvisação, o jazz logo se fez espaço. Uma ferramenta sonora para que músicos pudessem falar de liberdade e equidade, numa luta contra o racismo e a discriminação. E quanto mais expandia para fora dos Estados Unidos, mais do mundo entrava no jazz, como os ritmos de Cuba e do Brasil, por exemplo.

Tornou-se um diálogo em que cada intérprete pode deixar seu próprio jeito de ser, seu tempero individual. O jazz celebra a individualidade. É um terreno aberto onde se aprende que, mesmo na absoluta singularidade de cada um, é possível ser autêntico e único, ainda que em conjunto. O jazz sempre foi sobre trazer as pessoas para mais perto. Sobre quebrar barreiras e inspirar, sem pressa, a criatividade através das culturas.

Ter uma data que reverencia a existência do Jazz, não só na música, mas também na dança, é uma forma de não apenas manter viva a cultura, mas de lembrar que desde sua primeira aparição, sempre esteve vivo e atualizado, acolhendo as individualidades e respeitando o coletivo.

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